sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Olho no espelho...


Olho no espelho, e ja não sei mais o que vejo, já não sou mais o mesmo que costumava ser, algo mudou. Meu rosto ja não tem mais tantas espinhas, elas deram lugar a pelos, muitos...Já não sinto que tenho mais a mesma energia e empolgação de antes, dos tempos de São Carlos, sinto falta de lá...bons amigos...boas festas...mas ainda mudado, não completei o ciclo, o interrompi, tive q recomeçar, agora pago por meu erro, por minhas duvidas...

Estou atrasado, mas não posso correr atras, tenho que esperar. Vejo todos passando por mim, mas não posso fazer nada, apenas fecho meus olhos, ignoro minhas dores, meu cansaço, e sigo em frente, eu os alcançarei? Sim, mas tenho que ter paciência.

O mundo está girando muito rápido, já não consigo acompanhá-lo, me sinto velho, sinto que meu tempo já passou, mas ainda tenho algo a completar, dividas pendentes a pagar, assuntos inacabados a encerrar.

Talvés tenha vivido tão intensamente que não só de experiencias sinto-me antigo, mas de idade tb...3 anos se passaram; 3 decadas; as melhores.

Ainda não encontrei onde repousar, quem irá me acariciar, tenho que continuar...

Já muitas cidades visitei, muitos amigos acumulei, muitos conselhos dei, mas foram com eles que tanto aprendi, foram eles para mim?

Quero simplesmente deitar e esquecer de tudo...mas não posso, há muito em jogo, a aposta foi alta, tenho que pagar por ela. "No sunk cost here".

Apenas escondo de mim minhas feridas e sigo, as deixo sangrar enquanto queiram, uma hora secam; das cicatrizes me orgulharei, então feliz estarei, pois tudo terá acabado, mas o fim é apenas o começo...espero que o sofrimento seja menor, que o tempo seja maior, e que tenha onde deitar minha cabeça e esperar o dia novamente clarear.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"A Ostra"


O inverno se aproxima,
já é possivel sentir seu vento gélido.
Eu, ostra terrestre,
fecho-me mais uma vez em minha casca.

Escondo novamente minha rubra pérola,
que pouco refletiu a luz de outrem,
e jamais brilhou por luz própria.
Sobrevivo.

Consumo a gordura acumulada,
dos quentes meses que se passaram,
aguardando quem os traga devolta,
a luz de quem a queria refletida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Jogo de interesses"


Você ja paro pra pensa que em tudo que fazemos somos movidos por um interesse? um vontade de saciar nossas necesseidades ou desejo egoísta. Se temos amigos não os temos porque queremos ser simplesmente simpáticos, mas porque temos a necessidade de nos sentirmos aceitos em um grupo, se ajudamos alguem, fazemos isso não pela pessoa que foi ajudada, mas sim porque isso nos faz nos sentir útil, nos traz algum prazer. O que diferencia o corrupto do honesto não é fazer seus atos movidos ou não pelo auto-interesse, e sim qual é a origem desse interesse, qual é o prazer buscado.

E quanto ao amor? ele é algo especial? é algo diferente? Qual a diferença entre estarmos com alguem porque gostamos de estar com ela ou porque queremos simplesmente sexo com ela? Os meios não justificam os fins mas se estar conosco para essa pessoa a faz feliz, realmente faz diferença do porque estamos com ela? É como o dilema que alguns políticos honestos devem ter passado pro ai "deixar as crianças das escolas públicas sem merenda ou aceitar pagar propina para liberar essa verba"? O que é pior? Afinal, quem julga o que é errado numa relação e o que é certo nela? se somos taum baseados em nossas necessidades, ser amado seria uma necessidade "superior"?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"Sad Wings of Destiny"


"Você acredita em destino?" Muitas pessoas responderiam que sim, então é inevitavel a pergunta "Se tudo já está escrito e você não pode mudar nada em sua vida, porque vive?". Muitos filósofos ja meditaram bastante sobre o assunto e várias correntes de pensamentos se formaram para responder a questão, mas eu como um bom aluno que sou, não tive muita paciência para prestar a atenção nessa aula de Ética (eu disse aluno, não estudante, uma leve diferença), não fiz jus a toda empolgação da irmã do Nando Reis...mas essa pergunta acabou por me martelar por alguns minutos enquanto banhava-me (sim, meu banho leva mais de 5 minutos).
Apesar de minha displicência, lembro-me de que o destino em questão, não seria aquele pregado pro algumas religiões, onde Deus teria escolhido um destino para cada um de nós, mas seria no sentido de que não temos o poder do livre arbitrio como pensamos, e sim apenas respondemos a estímulos com base em nossas experiências passadas, porque estou escrevendo este post? eu decidi escreve-lo ou apenas o fiz por que o meio onde vivo, meu histórico me induziu a isso? este post seria apensa uma resposta aos estímulos que tive assim como uma calculadora responde "4" ao introduzir-se "2 + 2" nela?
Nascemos em um lugar não escolhido, em uma família não escolhida e assim demos nossos primeiros passos, não os escolhendo, se apenas respondemos ao mundo a nossa volta como o faz todo o restante do reino animal, não somos responsaveis pelo nosso destino, pois nossa vida é apensa um emaranhado sem fim de respostas as perguntas que o nosso meio nos propicia, deste modo, não seríamos responsaveis por nossos atos, ou seja, um assassino foi levado a matar, não teve o poder da escolha quanto a isso, assim como um ciêntista foi levado a descoberta, não foi sua escolha descobrir nada. Se isso é verdade, caberia ao assassino a punição e ao ciêntista a gloria de seu experimento? Mesmo havendo um destino para todos nós, a resposta ainda é sim, pois esses estímulos levariam ambos ao melhor caminho, mesmo que este não seja determinante para eles.
Não sou nenhum especialista no assunto, mas como Ateu assumido, acabei sendo levado ao pensamento; "A evolução nos deu um cerebro mais complexo do que ao restante dos seres vivos, seria isso suficiênte para nos dar o poder de abstrairmos, ao menos em parte de tudo a nossa volta, para escolhermos nosso destino?" Não sei responder a essa pergunta, só sei que mesmo que minha vida ja tenha sido programada, mesmo que eu não possa muda-la em nada, ainda assim sou curioso demais para abandona-la, nunca fui do tipo que consegue parar de ver o filme na metade, ao menos não quanto este está sendo tão bom.

sábado, 9 de agosto de 2008

Amigo Gay

Toda garota que se preze sempre tem alguem que a ouça, e em geral elas adoram que esse alguém seja do sexo oposto, pois assim conseguem uma visão diferente da coisa, mas isso não é exclusividade feminina, apesar de nos homens sermos muito mais fechados quanto a esse tipo de coisa, também gostamos de uam visão diferente da coisa, alguem que naum arrote enquando nos lamentamos de alguma bestera que fizemos ou "choramos" a perda de alguem...

Eu, apesar de ser heterossexual, ja fiz esse papel várias vezes, e confesso até gostar dele, você aprende muita coisa quando ouve as mulheres, apesar de isto ter um custo também, como qualquer outra coisa na vida. A maioria das garotas que você escuta, apesar de conscientemente saberem que você gosta de mulheres, em seu subconsciente elas o enxergam de outra forma, não foram poucas as vezes que ouvi coisas como "ah, mas você é meu amigo gay" ou "ah, você não oferece perigo", por isso que nos homens não gostamos de nos aproximar demais quando temos algum interesse por tras de nossa amizade. Mas isso nem é a coisa mais estranha que ouvi e aprende conseguindo ser excessão ao sabio ditado oriental "Temos UMA boca e DOIS ouvidos, mas jamais nos comportamos proporcionalmente.", ja ouvi coisas como "eu não tenho vontade de transar com os caras que eu gosto" e dai pra mais...

Bom, ja se passaram varios anos desde que assumi o papel pela primeira vez a uma garota que nem mesmo conhecia e uma coisa fico muito clara pra mim: As mulheres não são tão complicadas quanto parecem, apesar de toda essa "casca" diferente, elas se dividem em poucos grupos, não adianta me perguntar quais são eles porque mesmo que eu dissesse você não aprenderia. Então porque eu postei isso aqui você deve estar se perguntando, bom, alem de eu não escrever nada aqui a um tempinho, também a algo que pode se aprender com ele "Temos UMA boca e DOIS ouvidos, mas jamais nos comportamos proporcionalmente.", aprende a ouvir antes de querer falar, fizemos isso por tanto tempo quando eramos pequenos, porque desaprendemos isso depois de grandes?

sábado, 12 de julho de 2008

O que fazer?

O que fazer quando a estrada para a felicidade,
leva-o por caminhos desconhecidos?
Quando as luzes se apagam,
e tudo que se vê a frente, são sombras?
Volta-se para atrás ou segue-se em frente?

O que fazer quando já se é tomado pelo egoismo?
Quando já não é mais possivel pensar no outro,
e tudo que se quer é estar com o outro?
Mesmo que o tempo seja curto e a distância longa.
Volta-se para atrás ou segue-se em frente?

O que fazer quando se sabe que é possivel viver sem ela?
Mas simplesmente sem ela, não se quer viver?
Quando tudo que se pode fazer para não sofrer, é dormir,
mas dormir para sempre?
Volta-se para atrás ou segue-se em frente?

O que fazer quando a armadura já se quebrou,
E a pele frágil se mostrou?
Quando vê-la, é apenas afrouxar a facada no peito?
E o tempo que passam juntos, já não supre mais o tempo que não passa separados
Volta-se para atrás ou segue-se em frente?

O que fazer quando se quer estar amarrado?
Mesmo que por uma corda com quilometros de comprimento?
Mesmo que ela só possa ser puxada as vezes,
para que assim se possa ver quem o segura do outro lado.
Volta-se para atrás ou segue-se em frente?

terça-feira, 8 de julho de 2008

A internet e nosso hábito de leitura




http://www.wtn.com.br/index.php?id=984

Só falto lembrar que ainda na maioria das vezes, lemos enquanto ouvimos música, né? (olha eu colaborando com os links...)